Falta muito para o PC acabar? Snapdragon 835 acelera transição para celular

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A revolução tecnológica causada por smartphones e tablets tem tornado a frase "eu quase não uso mais meu computador" cada vez mais comum, mas muita gente ainda prefere PCs e notebooks para certos trabalhos, como edição de vídeo em alta definição, efeitos especiais, games... Por mais incríveis que fossem, os processadores de celulares não davam conta do recado. Mas isso está prestes a mudar.

Nesta terça-feira (4), a empresa norte-americana Qualcomm lançou durante a CES (Consumer Electronic Show) 2017, principal feira de tecnologia do mundo, seu mais poderoso processador, o Snapdragon 835, o primeiro da empresa com chip com transistores de 10 nanômetros (tamanho equivalente a 0,000001 cm), octa-core (oito núcleos) e velocidade máxima de 2,45 GHz.

Parece uma diferença pequena para o campeão anterior, o Snapdragon 821, que tinha os de 14 nanômetros e ia até 2,4 GHz. Mas a mudança resulta em um processador 35% menor, que usa 25% menos energia e suporta a nova tecnologia de carregamento acelerado da empresa, o Quick Charge 4.0., 20% mais rápido que o 3.0 --isso quer dizer que o usuário consegue carregar cinco horas de bateria em cinco minutos.

O 835 também vai permitir uma evolução nas câmeras: suporta sensores de até 32 megapixels (câmera simples) e 16 MP (câmera dupla), enquanto no 821 ia até 28 MP simples. 

David Becker/Getty Images/AFP
Snapdragon 820 (acima) na comparação com o Snapdragon 835 (embaixo)

 

Começo de uma mudança

Anos atrás, a divisão era clara: PCs e laptops usavam chips de arquitetura x86, potentes, "grandes" e com alto gasto de energia (ou seja, precisavam de tomada e ventoinhas para dissipar calor), enquanto celulares e tablets tinham processadores ARM, mais eficientes em poupar energia e compatíveis com aparelhos menores.

Agora, o foco de fabricantes como a Qualcomm é reduzir o tamanho dos processadores e melhorar o desempenho e a eficiência em energia. E o Snapdragon 835 chega para mostrar que agora dá, por exemplo, para rodar um Photoshop na palma da mão.

Em entrevista ao UOL, o diretor de marketing da Qualcomm, Cisco Cheng, defendeu que o novo processador, apesar de ter seus limites, é um salto importante para a transição do computador de mesa para o smartphone.

"De longe, o item número um para as pessoas é a conectividade", diz. Então, oferecer uma alternativa consistente é o primeiro passo para fazer as pessoas saírem do espaço do PC.

"Ainda é um pouco prematuro dizer que vai substituir completamente laptops e PCs, mas já é definitivamente complementar", disse. "É claro que se você começar a fazer coisas doidas nele, como grandes renderizações, pode ocorrer algo. Mas eu vi com meus olhos (a demonstração do Photoshop em um chip Snapdragon) e a minha reação foi 'uau'", disse. "[Essa transição] está começando."

Recentemente, a Microsoft anunciou uma parceria com a Qualcomm para trazer os softwares de desktop do Windows 10 (projetados para arquitetura x86) para os celulares (com processadores ARM). Com isso, programas como o Photoshop, Microsoft Office e jogos de Windows poderão rodar nos smartphones, ou então computadores 2 em 1 (notebooks com tela destacável, que dobra em 360º graus, tablets com teclados físicos, etc) conseguirão ser tão eficientes em programas pesados como os melhores PCs de mesa.

Ainda não se sabe qual será o primeiro celular a vir com o 835 --as especulações estão em cima do Galaxy S8, da Samsung. Por enquanto, o primeiro dispositivo anunciado com ele é o óculos de realidade aumentada R-8 e R-9, da ODG. 

Divulgação
Óculos da ODG serão os primeiros dispositivos com Snapdragon 835


Fonte: Uol
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